Outro dia me lembrei que quando eu era criança eu gostava de escrever, e houve uma de minhas histórias que falava de dois amigos, não me lembro bem, mas creio que era um menino e uma menina que eram melhores amigos, eles eram vizinhos, um deles mudou pra vizinhança e o outro logo na chegada dela olhava pela janela, em resumo, se tornaram melhores amigos, porém com passar dos anos esse amigo teve de se mudar e o que ficou sofreu muito pois sua melhor amiga estava indo embora…lembro que a história foi escrita em um caderno onde eu escrevia várias histórias, e essa me marcou, mas na adolescência quem nunca se envergonhou do que fazia na infância e num lapso de crises existenciais, acaba se desfazendo e jogando fora as coisas, vejo agora que isso poderia ter sido algo tão legal de ter como lembrança 😅🤧🤡 maaas…faz parte, né… rs
Então eu estava considerando que de lá pra cá sempre busquei amigos que não só viessem pra passar um final de semana na minha vida, mas aqueles que ficassem “pra sempre”.
Nessa infindável busca, na escola, nos cursos, na faculdade, nos trabalhos, eu me tornei alguém carente e dependente emocionalmente das pessoas. Pode ter sido um reflexo de uma rejeição na infância onde um mal entendido ou não me isolou daquelas que considerava minhas “melhores amigas” na infância, o qual somente uma foi a que evidenciou ser de fato a amiga de infância que eu teria.
Após isso tive amigas na igreja, elas vieram e se foram, depois outras vieram e ficaram, outras vieram intensamente e estão ainda, mas em outra etapa da vida, até que na pandemia percebi algo: nem todos ficam e nada é pra sempre, dura o tempo que tem que durar! Aprendi um pouco disso a duras penas…
Tive momentos de tristeza porque alguém se mudava de continente, alguém se distanciava quando casava ou tinha filhos, alguém que te mal interpretava e já não permanecia, alguém que me decepcionava com atitudes, alguém que simplesmente passava …
Daí esta semana encontrei uma série que parece ironia do destino ou seja lá o que for, se assemelha muito a algo que escrevi na infância, uma série da Netflix que se chama “Amigas para sempre” e me identifiquei muito, eu sempre busquei isso, mas por fim ao ver essa série percebi que sim eu tive essa “amiga para sempre”, mas em várias pessoas, nelas eu encontro amigas, não com o foco em apenas uma pessoa e torná-la minha única amiga, mas na faceta de várias amigas eu construí o que me supre a necessidade: pra mim ter sempre amigos se tornou sinônimo de ter uma amiga para sempre. Melhor explicando… a questão não é ter um ser único que você chama de amigo, que atravessa todas suas fases, mas que em cada fase você tenha uma pessoa por capítulo da sua história o qual seja seu amigo que vai entrar, marcar, ensinar, amar e ser aquilo que você precisa pra exatamente aquela época da sua vida, é como um quebra cabeça no qual você não forma a paisagem se aquela peça não estiver ali, ou ter passado por sua vida, melhor dizendo…

A vida nos ensina, e é incrível estarmos dispostos a sempre estar aberto aprender!
