Como é possível estarmos tão conectado, mas ao mesmo tempo tão distante de quem está ao nosso lado todo dia, ali no ônibus, na vizinhança, no trabalho…é estranho você não conseguir se conectar, ter uma conversa transparente e clara e pior de tudo, não conseguir chegar em quem é aquela pessoa com quem você está falando…
Conversas profundas são raras, amizades verdadeiras escassaz, intimidade então, o que é isso diria uns, rs
Pra mim isso é o normal, o restante é a anormalidade da era atual, a tal epidemia da solidão onde numa roda de amigos eles se falam dentro de um jogo de tiros, ou de fases, ou de mistério…nada contra isso, mas sou da época de jogo tabuleiro detetive, banco imobiliário, e sem nostalgia ou crítica, ali fazia uma pipoquinha, ou comia um chocolate e varava a tarde com minha amiga de infância, dali ia pra sala ligava o karaokê e dalhe cantoria rs, era legião, capital, roupa nova (que nem é da minha época. Mas curtiamos, sentiamos, nos divertíamos de maneira tão saudável)…e por fim, iamos pra frente da casa olhar o céu cinzento da querida Cubatão kkkk e falar qualquer coisa, o importante ali era a presença, amávamos passar tempo juntas…
E hoje, será que mudei? Um pouco né, já não sou novinha…mas dentro sou a mesma menina que busca amigos de verdade, e encontro tais, aqui, ali, falo com eles ao vivo, tão cheio de sentimento e profundidade, sem ter medo de me abrir e mostrar quem sou para aqueles que merecem me conhecer de fato….e tenho vários, aqui, nesse continente e em outros que sei que a qualquer momento posso chamar e falar, vamos rir, vamos relembrar, vamos nos atualizar e pode passar anos ou dias sem falar quando os chamar será como ontem, porqur há amor, há apreço, há verdade….
Esses eu faço questão de guardar no recôndito mais íntimo dos meus mais profundos sentimentos, esses são meus e eu também sou deles, são amores, amigos, amigas, tias, primos e primas próximos, ou alguém que só me deu oi e abraçou e me marcou um dia de repente e se foi ou ficou….

Dessa epidemia citada embora pareça às vezes solitária, eu não sofro… minha mente pode mentir pra mim dizendo que sim, mas não, eu sempre tenho alguém comigo de perto ou de longe!
