Qual o seu legado?

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Ontem uma amiga estava lendo um livro cujo subtítulo do capítulo era “Pequena estatura – grande impacto” e me enviou uma mensagem de whatsapp com print da página dizendo: “Olha você aí…” Ao ler, eu fiquei feliz, e retornei a mensagem agradecendo: “Obrigada pelo elogio”.

Uau, sabe o que é isso? Um feedback do impacto da minha vida na vida das pessoas…

Não menospreze nada do que te falam, ainda mais aqueles que você confia, aqueles de valor na sua vida, nenhuma palavra deve ser desperdiçada, das mais maravilhosas às mais difíceis, elas carregam grande significado.

Estava considerando o tipo de vida que sempre quis viver, eu não queria passar aqui pra ser uma mera lembrancinha legal, desde nova eu fui inspirada por biografias de homens e mulheres que mudaram uma geração não diante de holofotes, ganhando premiações de destaques da sociedade tais como Oscar, prêmios Nobel, Grammy, etc…mas cujo valor ecoa pela eternidade, e transpassam gerações e seguem ajudando as pessoas.

Não tenho a intenção de trazer religião aqui, mas a Bíblia é o livro texto pra minha vida, e eu a aprecio demais. Então tendo como pano de fundo Hebreus 11 (se você tiver curiosidade leia com a mente aberta e se notar…) ali citam vidas. Em muitas versões a tradução do subtítulo do versículo 2 em diante foi traduzido como “os heróis da fé” e eu tenho uma versão que aborda como “as testemunhas da fé”. Uma testemunha no Direito, num caso diante de um tribunal, é convocada para relatar sobre o que viu com seus olhos, mas trazendo para o que estamos falando aqui, uma testemunha é alguém que viu, viveu e provou…e eu amo o versículo 38 a “(dos quais o mundo não era digno)”, uma vez ouvi um jovem admirável em lágrimas falar sobre isso mencionando aos seus amigos que viveram um tempo com ele e agradecendo pelas suas vidas, conviver 24 horas coloca em evidência o que uma pessoa é, não é fácil conviver, mas ele ali mencionava que aqueles amigos era tais…

Qual seu legado? Uma obra? Uma empresa? Um patrimônio?

Ou memórias? Valores? Você passando e afetando a vida de uma pessoa simplesmente pelo tipo de viver e pessoa que você tem se tornado?

Eu sinto muita falta de um querido irmão de outro país, ele se foi muito cedo, ele era incrível, humano, com tanto peso, ele me ajudou em momentos os quais eu com 25 anos quis desistir, principalmente de seguir a Deus, ele não me julgou, me acolheu, me orientou…eu quando ia de férias para sua casa e o via como tratava esposa, filhos, cachorrinho, etc, e somente o apreciava sem palavras…que homem admirável! Ele me impactou e sua vida e testemunho segue impactando uma todo uma geração…

Eu já conheci tanta gente nesses meus anos de viagens pra lá e pra cá, já convivi com pessoas da minha faixa etária, e cada dia ao admirá-las vendo seu viver, eu só tinha um sentimento dentro de mim: Obrigada Deus, porque eu conheci essa pessoa… e cada palavra dela (e) era como ouro, valioso, e reverberam ainda em meu coração, me ajudam, revisitam a minha memória e a cada situação saem do meu armazenamento mental e se torna real pra mim, elas falavam algo que viveram e isso que ouvir e guarde no coração segue me ajudando até hoje quando vivo algo semelhante.

Isso sim é legado!

Eu tenho pessoas assim, e eu sou assim para algumas pessoas…

Eu tenho uma escolha diante de duas opções:

1-Só passar pela vida de alguém.

Versus

2- Marcar, impactar, afetar, inspirar a vida de alguém.

Sou uma pessoa muita prática, amo aprender sobre algo, mas muito mais do que isso, amo saber como aplicar o que aprendi.

Ontem estava ouvindo um podcast muito interessante do Joel Jota com o Rafael Carpinejar (episódio 2 deles juntos) e ele mencionava sobre a importância da nossa presença, de estar por inteiro quando estamos com alguém, e advertia que os que mais amamos menos nos tem (às vezes estamos ali, mas olhando uma mensagem no celular, por exemplo…) e de repente ele citou que muitas vezes as pessoas denominadas ‘intensas’ são muito mal interpretadas e até mesmo julgadas, mas que elas vivem completamente presentes em cada momento, e sabe, eu me identifiquei tanto! Pra mim não faz sentido algum eu ser meia boca, eu ser metade, se posso ser completa, sim…completa ao estar com minha mãe vendo um filme, completa ao ouvir uma amiga chorar toda sua dor, completa ao cantar e tocar meu violão quase estourando suas cordas, completa ao estar com minha sobrinha e brincar com ela como uma criança, completa ao me impor e determinar regras no meu trabalho, completa ao ser eu mesma…

Não vale a pena viver tão pouco tempo nessa terra, e ser meia boca, e ser indiferente, e ser sem sabor, se não for pra ser quem sou, e pra deixar meu legado, nem sei o que eu estaria fazendo aqui! Viemos para passar, infelizmente, eu queria muito ficar e que os meus também ficassem pra sempre, mas hoje o que temos é isso, passamos, mas ao mesmo tempo ficamos, deixando nosso legado, nossa marca, que afeta gerações e gerações a fio.

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