Vai parecer bem atípico o que trarei aqui, rs
Mas, como o blog é “ao meu ver” e somos únicos, é algo que eu estava considerando na minha ótica, tá bom?! Então…não estranhe se de vez em quando eu der uma viajada aqui, rs…
Ser admirada é ser apreciada em diversas facetas da sua vida, seu caráter, sua essência, suas atitudes, comportamentos, o seu trabalho ou entrega ou projeto, como você se supera, como você trata as pessoas, ainda mais os próximos a você, etc.
Não é egocentrismo, mas eu sempre fui uma criança tranquila, não fui de dar trabalho para meus pais, pelo contrário vira e mexe minha mãe dizia e até hoje expressa seu orgulho de ser minha mãe.
Eu sempre achei isso legal, até meio que enchia a minha bola sabe, mas com passar dos anos, eu fui me incomodando com isso…. kkkkkk…viu, te disse que ia dar uma viajada aqui, mas, calma, eu vou me explicar…
Ser admirada é bom, honrável, mas demanda um certo peso e responsabilidade, é algo meio que ligado à sua reputação, ou seja, como a pessoa te vê, vou te explicar melhor minha visão sobre isso, ao menos uma certa consideração que me veio a esse respeito.
Você sempre fez algo para uma pessoa, sempre esteve disponível, por anos, ela respirava e você tava ali pra socorrê-la, apoiá-la, aconselhá-la, uau, você é admirável porque se importa, porque se doa, porque está ali para o que der e vier….maaaaas….um belo dia você não tá legal, não pode ou não quer, e tá tudo bem com isso….dependendo da outra parte, da maturidade dela, a admiração dela por você não acaba, mas fica meio abalada sabe, ela pode pensar muitas coisaa e dentre elas que “nossa, ela está tão estranha, ela mudou…”
E sabe, com passar dos anos o meu incômodo foi esse: sustentar o peso da admiração dos demais não valeu muito a pena pra mim! Porque me tornei alguém presa no que criei e criaram da imagem de quem eu “era” que por fim eu me perdi na minha própria armadura auto frabricada (descobri isso na leitura desse livro: https://resenhasalacarte.com.br/resenhas/o-cavaleiro-preso-na-armadura-robert-fisher/). Nesse livro fala de um guerreiro que colocava a armadura para as batalhas, enfrentava dragões, salvava donzelas, e de tanto fazer isso, ele já não tirava a armadura, até que por fim ele ficou preso nela, nem ele e nem sua família se lembravam do seu rosto, e a armadura pesava muito…e me dei conta de que isso acontecia comigo! Por tentar sustentar o que determinei como eu devia ser e que era admirável aos demais, fiquei presa em mim, cheia de regras insustentáveis pra mim mesma, não aceitando meus erros, me cobrando e sendo tão estrita comigo que em 2023 eu desabei…e isso será conversa pra outro momento…rs
Mas, será que vale a pena?
A questão é, minha visão, minha ótica estava deturpada, na verdade, a essência real da admiração não é essa, as pessoas admiram você pelo que você é, independente de seus altos e baixos, de seus erros e defeitos, te admiram porque você não desiste, porque você é uma fênix, ressurgindo das cinzas de situação tenebrosas, que na corrida da vida você cai, limpa o joelho sangrando e segue correndo erguendo a cabeça.

Mas o acima, acontece e muito ainda..sigo nesse processo de me desconstruir e entender que existem duas coisas: quem eu sou e a expectativa das pessoas, e que elas não devem afetar-nos ao ponto de nos prender na nossa armadura, devemos ser livres!
